Desafios e Oportunidades

Objectivos:
• Definir e entender o conceito de biblioteca escolar no contexto da mudança.
• Perspectivar práticas adequadas a estes novos contextos.
• Entender o valor e o papel da avaliação na gestão da mudança.



Tarefas


1ª parte da tarefa
- Perspective a sua situação face à BE, identificando pontos fortes, fraquezas, oportunidades e ameaças e desafios principais que o professor bibliotecário e a biblioteca escolar enfrentam no contexto da mudança.

Tabela Matriz

2ª parte da tarefa
– Seleccione o contributo de um dos colegas e faça um comentário fundamentado à análise efectuada.



COMENTÁRIOS

Comentários que fiz às tarefas dos colegas:



Olá Margarida,
Nesta tarefa cumpre-me fazer um comentário à tua matriz da Tarefa 1. Seleccionei-te entre os vários colegas e trabalhos apresentados, por um lado, por seres de uma Área Educativa diferente da minha, e por outro, porque apresentas algumas interpretações da literatura divergentes das minhas. Faço ainda algumas achegas a aspectos que me parecem menos completos na tua grelha (muito sintéticos), mas que possivelmente já são uma realidade do teu trabalho. Por fim, concluo que trabalhamos com realidades em que os problemas são muito semelhantes.
Naquilo que diz respeito aos aspectos críticos que a literatura identifica, penso que devemos fazer uma leitura um pouco mais positiva. Assim, parece-me que a documentação disponibilizada identifica aspectos altamente construtivos que o professor bibliotecário deve possuir, como ser pró-activo, conhecedor das literacias, colaborador… Em relação aos demais itens em análise, eu também optei por fazer interpretações das leituras pelo lado mais edificante.
No que se refere ao estudo que fizeste sobre a tua Biblioteca Escolar, quer me parecer estás a deparar-te com alguns entraves ao desenvolvimento do trabalho, situação que todos nós, uns mais do que outros, temos encontrando ao longo deste processo da “construção” das “novas” Bibliotecas.
Concordo que o maior desafio do PB é estabelecer trabalho colaborativo com os agrupamentos e grupos disciplinares, mas penso que este trabalho também nos dá uma série de oportunidades que devemos valorizar.
Na organização e gestão da BE, a criação de uma equipa estável e dinâmica é um dos maiores “problemas” com que nos deparamos, infelizmente quase todos os anos. Contudo, neste domínio, não podemos deixar de investir esforços na área da actualização do fundo documental, mediante consulta e sugestões dos grupos disciplinares e currículo, na catalogação, na representatividade no CP, na presença de um funcionário permanentemente na BE e na abertura da BE a tempo inteiro.
Na gestão da colecção, a falta de verbas para apetrechamento da BE é e será sempre abaixo das necessidades, daí que a gestão das verbas deva ser feita de forma equilibrada entre os suporte livro e não livro, e aquilo que é mais procurado e necessário ao desenvolvimento das aprendizagens. A catalogação total do fundo documental e a requisição automatizada são também uma mais-valia ao trabalho do PB.
O trabalho colaborativo com os demais professores é uma tarefa difícil e praticamente inatingível a cem porcento, mas não devemos desistir. As sessões de formação para alunos, concertadas com os docentes, e mesmo as formações para professores vão gradualmente valorizando a importância da BE na construção dos conhecimentos dos alunos. Por outro lado, a criação do cargo de PB e o trabalho que se desenvolve no Conselho Pedagógico, fará com que gradualmente a BE seja inserida em todos os currículos. Devemos também apostar na colaboração dos Encarregados de Educação e dos parceiros Municipais, nomeadamente da Biblioteca Municipal, no desenvolvimento de actividades como, encontro com escritores, escrita criativa e outras acções direccionadas aos alunos e famílias.
Na formação para as leituras e literacias, existe um vasto conjunto de actividades que as desenvolvem, e quase sempre bem aceites pela comunidade educativa, porém, cada vez mais devemos investir no desenvolvimento das literacias digitais.
A auto-avaliação das BE é uma tarefa pertinente, embora bastante laboriosa, mas só assim vamos conhecer as nossas lacunas e implementar um plano de acção adequada à nossa escola.
Colega Margarida, após estas considerações, a síntese final, demonstra que as nossas Bibliotecas apresentam obstáculos comuns, como a visão tradicionalista da BE, dificuldades em articular com grupos disciplinares e poucos conhecimentos nas literacias digitais. Será através do pioneirismo e no investimento em acções/actividades conducentes a atacar as dificuldades diagnosticadas que conseguiremos transformar a BE “no espaço privilegiado no processo de ensino-aprendizagem”, que tanto pretendemos alcançar.



Celeste

Olá Helena,
Estive a ver a tua tabela e gostei muito, foste concisa e objectiva. Disseste tudo aquilo que eu acho pertinente em muito menos palavras do que eu. De facto, as tuas acções prioritárias conseguem abranger um leque enorme de tarefas que, no fundo devem ser os principais desafios do Professor Bibliotecário nestes tempos mais imediato.
Continuação de bom trabalho,
Celeste





Comentários efectuados à minha tarefa:



Olá Celeste
Fiquei muito contente por sermos colega nesta formação. Parabéns pelo trabalho que tens desenvolvido. Os Ecos são óptimos!
No âmbito da tarefa 1 da sessão resolvi comentar a tua matriz como forma de continuarmos um percurso já com alguns trilhos comuns.
Bom trabalho!
Boa Semana.


Carminda Lomba Texto
Boa noite, Celeste.
Na minha opinião, o teu trabalho é o resultado de uma reflexão lúcida e cuidada. Defines com clareza os pontos fortes e fracos e propões a implementação de acções exequíveis. É, de facto, fundamental fazermos um acompanhamento sistemático do trabalho desenvolvido em articulação com a BE, no sentido de monitorizarmos os reflexos nas aprendizagens dos alunos.
Bom trabalho e continuação de boas leituras.
Lucília