Mensagem

Aos professores bibliotecários, às equipas e aos restantes membros da RBE.
Votos de Feliz Natal.

Que as nossas "palavras" consigam desbravar as mentes e atingir os seus alvos.
Celeste Ferreira



As palavras

São como um cristal
As palavras.
Algumas, um punhal,
Um incêndio.
Outras, orvalho apenas.
Secretas vêm, cheias de memória.
Inseguras navegam:
Barcos ou beijos,
As águas estremecem.
Desamparadas, inocentes,
Leves.
Tecidas são de luz
E são noite.
E mesmo pálidas
Verdes paraísos lembram ainda.
Quem as escuta? Quem
As recolhe, assim,
Cruéis, desfeitas,
Nas suas conchas puras?

Eugénio de Andrade, Coração do Dia

Reflexão Critica

(Biblioteca - Maria Helena Vieira da Silva)

A necessidade de aprender a aprender e a consciência da importância da formação contínua são os grandes desafios do Homem do século XXI.

Para nós que este ano damos início a uma “nova profissão” - a de professor bibliotecário - cuja principal função é ser promotor de serviços de aprendizagem, nada faz mais sentido do que investirmos na nossa formação, experimentando novas metodologia e novos meios de trabalho e formação.

A participação nesta formação da Rede de Bibliotecas Escolares sobre as “Práticas e Modelos de Auto Avaliação das Bibliotecas Escolares” constituiu uma excelente oportunidade de aprofundar os conhecimentos sobre os conceitos implícitos ao trabalho do professor bibliotecário, principalmente no que diz respeito à aplicação do Modelo de Auto Avaliação.

Embora já tenha tido a oportunidade de experimentar o Modelo, no ano lectivo anterior, esta formação permitiu-me conhecer as bases teóricas que o fundamentam, analisá-lo minuciosamente, mais uma vez, e aprofundar metodologias. Mas foi sem dúvida, na fundamentação sobre a importância da Biblioteca Escolar e respectiva Auto Avaliação para a melhoria da qualidade do ensino e dos resultados escolares dos alunos, que a minha aprendizagem saiu mais reforçada.

Quanto à estrutura da acção e à forma como decorreu, considero-a muito positiva: a sua estruturação partindo de temas mais gerais, para as situações particulares, permitiu uma consolidação dos conhecimentos à medida que íamos realizando as tarefas. Tarefas essas, que além de estimulantes desafios, constituirão, no futuro, bons recursos para a implementação do processo.

A principal dificuldade na realização desta Oficina prendeu-se com as questões temporais. O tempo necessário para proceder à leitura dos documentos, interiorizar as temáticas e proceder à redacção e publicação das tarefas, foi em quase todas as sessões bastante escasso, exigindo um grande esforço da nossa parte, tendo em conta que paralelamente tínhamos o trabalho das nossas bibliotecas e a vida familiar.

No que concerne ao meu nível de desempenho, participei em todas as sessões de formação, realizei com empenho e de acordo com as orientações dadas, todas as tarefas propostas dentro dos prazos apresentados, explorei os diversos recursos disponibilizados na plataforma e procedi à leitura da bibliografia obrigatória e facultativa.

Agora que a acção terminou sinto-me mais enriquecida e capaz de melhorar o meu trabalho como professora bibliotecária em prol da Comunidade Educativa.

Sessões Presenciais


A primeira sessão presencial decorreu no dia 20 de Outubro, das17h30m às 21h30m, na EB 2,3 Frei Bartolomeu dos Mártires em Viana do Castelo.



Assuntos abordados:

Apresentação das Formadoras


Apresentação dos Formandos


Contacto com a Plataforma do Moodle


Apresentação das ferramentas e principais documentos de trabalho


Powerpoint de apresentação da formação



Comentário: Este primeiro encontro foi muito importante porque permitiu conhecer os colegas que vão fazer parte da turma 8 e de quem vamos ler e apreciar os trabalhos. Permitiu ainda conversar pessoalmente com as duas formadoras, das quais só conhecia a Raquel. Também foi importante contactar com o Forum na plataforma Moodle, onde passaremos a ter as sessões de trabalho.


É a primeira vez que vou ter uma formação totalmente on-line e por isso estou muito espectante em relação à forma como vai decorrer.




A segunda e última sessão presencial foi no dia 21 Dezembro, às 15.30m, na Escola E.B.2,3 da Abelheira.

Comentário: Nesta sessão estiveram presentes alguns colegas das Turmas 8 e 9 e o principal objectivo consistiu na apresentação do nosso blogue - portefólio digital.

Apesar das limitações temporais foi muito interessante voltar a encontrar colegas a quem fizemos cometários às tarefas e de quem lemos e apreciamos os trabalhos. Também foi proveitoso ver os diferentes blogues e retirar deles algumas aprendizagens que aplicaremos neste e noutros trabalhos.

Após algumas trocas de ideias ficámos conscientes de que teria sido muito construtivo termos feito uma sessão presencial / encontro a meio da formação.

De modo geral apercebi-me de que todos consideraram esta Formação uma mais-valia para o bom desempenho das nossas actividades.

Workshop

Tarefas

1 – Distinguir descrição de avaliação
- Dos enunciados apresentados, indicar os que são descritivos e os que são avaliativos.
- Melhorar os enunciados mais descritivos, transformando-os claramente em enunciados avaliativos.






2 – Distinguir enunciados gerais de específicos (a desenvolver em fórum)
- Analisar os enunciados 3 e 4, apontando as suas fragilidades e propondo eventuais alterações que os transformem em enunciados específicos e que concretizem hipóteses reais de acções para a melhoria.



O Modelo de Auto Avaliação da BE: Metodologia de Operacionalização (Conclusão)

1. Elabore um quadro que permita cruzar o tipo de informação resultante da auto-avaliação da BE nos seus diferentes Domínios com os Campos e Tópicos estabelecidos pela IGE, nos quais aquela informação deve ser enquadrada.


Quadro

2. Tendo por base a amostra de Relatórios de avaliação externa que elegeu, faça uma análise e comentário crítico à presença de referências a respeito das BE, nesses Relatórios.



Cometário Crítico




Síntese das Formadoras - Sessão 6

O Modelo de Auto Avaliação da BE: Metodologia de Operacionalização (parte II)

1) Escolha, à sua vontade, um qualquer Subdomínio do Domínio D do Modelo: Gestão da BE.
2) Construa uma tabela com os seguintes dados:
a. para a primeira coluna, os indicadores que integram o Subdomínio que escolheu;
b. para a segunda coluna, os factores críticos respeitantes a cada indicador;
c. para a terceira coluna, os instrumentos de recolha de evidências propostos pelo modelo, ou outros que considere relevantes.
3) De seguida, aprecie o tipo de instrumentos que indicou e analise detalhadamente o teor ou tipo de conteúdo desses instrumentos;
4) Com base nessa análise dos instrumentos, construa na quarta coluna “frases – tipo” que exemplifiquem as evidências passíveis de serem obtidas a partir daqueles instrumentos, para cada um dos indicadores do Subdomínio escolhido.


5) Tendo por base a sua prática empírica de acompanhamento às BES e/ou o conhecimento directo da/s BE da Escola/Agrupamento de que é Professor-bibliotecário, e tendo por objectivo a melhoria dessa/s BE/s, sugira acerca do Subdomínio por que optou, justificando as suas sugestões:
Duas Coisas que considere que a/s BE/s devessem deixar de fazer;
Duas Coisas que considere que a/s BE/s devessem continuar a fazer;
Duas Coisas que considere que a/s BE/s devessem começar a fazer.



Comentários efectuados às minhas tarefas

Olá Celeste

Parabéns pelo teu trabalho. Também já tive a oportunidade de testar o modelo em anos anteriores mas no 1º Ciclo. Desta vez utilizei o teu trabalho como referência para a realização da tarefa desta semana por estar direccionado para todas as BEs dos vários Ciclos. Espero poder retribuir. Sempre ao dispor.

Carminda Lomba


Olá Celeste



Na linha da tarefa anterior, comento este teu trabalho. Dos aspectos que referes para deixar de fazer, aquele com o qual concordo em absoluto é o de deixar de tentar fazer tudo na BE. A nossa responsabilidade é grande mas o desgaste acaba por tomar conta de nós e o trabalho não dá os frutos que deveria. A Manuela Castro tem razão: na biblioteca os verbos dever-se-iam conjugar sempre no plural.Quanto à necessidade de registar tudo. É por aqui que estou a investir neste momento mas a dificuldade reside no facto de ter muita informação espalhada por vários locais virtuais. Penso que o modelo deveria ser acompanhado de uma aplicação informática (prática e eficiente) que permitisse organizar, desde logo, todos os dados a constar do relatório final. Tenho "perdido muito tempo" só em pensar a melhor forma para organizar os registos. Se esta iniciativa partisse da RBE poderia ajudar bastante na aplicação do modelo e nós ficariamos com mais tempo e tranquilidade para acompanhar os nossos utilizadores, dia a dia.


Carminda Lomba

Síntese das Formadoras - Sessão 5

O Modelo de Auto Avaliação da BE: Metodologia de Operacionalização (parte I)

Opção: Escolha do domínio/subdomínio - A.2. (Promoção das Literacias da Informação, Tecnológica e Digital) e dos Indicadores(A.2.1 e A.2.4).





COMENTÁRIOS

Comentário à Tarefa de um Colega

Olá Arezes,


Em primeiro lugar quero felicitar-te pela admirável forma como escreves. Confesso que quando dei uma primeira espreitadela ao teu trabalho e vi uma dezena de páginas sem tabelas, pensei em desistir e seleccionar outro trabalho para comentar. Depois comecei a ler e … a tua escrita aliada aos teus conhecimentos sobre o assunto, tanto teóricos como práticos, fizeram do momento de leitura um momento de agrado e de reflexão.
Achei muito interessante a comparação crítica que fizeste entre o antigo Modelo de Auto Avaliação e o actual.
Concordo plenamente contigo quanto ao facto da definição de um Plano de Desenvolvimento das Competências da Literacia poder ser objecto de uma elaboração de âmbito nacional, penso que só assim se conseguirá uniformidade de trabalho em todas as Escolas.
Quanto às limitações que apontaste, também partilho delas.
A organização e apresentação do teu trabalho, embora muito diferente do meu, toca todos os pontos em análise nesta sessão. A minha única dúvida vai para o facto das vossas sessões de formação se restringirem a curto espaço de tempo (de Outubro a Janeiro) e depois aplicarem os inquéritos só em Maio. O que se passa neste intervalo? Investem noutros domínios? Lamento não conseguirem fazer formação a todos os anos de escolaridade. De facto a amplitude de trabalho que se pede à BE só vai ser possível quando a constituição da equipa for uma prioridade da Escola, e os seus membros dispuserem de tempo e formação suficiente.
Continuação de bons trabalhos,
Celeste.


Olá, Celeste!
Em primeiro lugar, muito obrigado pelo tempo que dedicaste a ler a minha tarefa, e mais ainda nesta sessão em que não nos é solicitado o habitual comentário. Apreciei o teu gesto e, sobretudo, a disponibilidade que manifestaste ao exprimires a tua opinião e logo com palavras tão amáveis. Mais uma vez, muito obrigado!
Quanto às dúvidas que levantas a propósito da aplicação dos Questionários (QA1 e QD1), esclareço que está pensada para Maio, numa perspectiva de avaliação final da qualidade do trabalho desenvolvido, proporcionando um confronto com os resultados apurados no último ano. Aliás, entre Janeiro e Maio, decorrerá a fase de elaboração de várias tarefas, por parte dos alunos. Entretanto, outros instrumentos de avaliação serão aplicados, à medida que decorrem as sessões…


Li, como é óbvio o teu trabalho – o desta sessão e o das outras – e, mais uma vez, confirmei o que já sabia. Que sabes do que falas e que dominas, na teoria e na prática, a dinâmica de uma BE nas suas múltiplas dimensões, pondo todo esse vasto saber ao serviço da comunidade, como o reconhece e agradece a Sandra.
Apesar dos teus elogios à minha prosa, bem gostaria de conseguir ser directo, claro, prático e apelativo como tu. Em termos de trabalho e de preocupações, partilhamos um caminho muito idêntico, mas o teu “Plano” merece o meu aplauso, sobretudo pela apresentação que permite, de uma forma muito rápida, apreender o seu conteúdo.
Parabéns pela capacidade de síntese e pela abordagem directa e graficamente interessante das questões. E por tudo o resto!
Continuação de bom trabalho e até quarta-feira, no Porto.
Luís Arezes


Comentários efectuados à minha tarefa


Olá Celeste!
Gostei muito do teu trabalho, pareceu-me muito completo. Nota-se que foi elaborado por alguém que já tem experiência. Como é o meu 1º ano como professora biblotecária, assustei-me com a tua calendarização, tão "apertada"...
Mas como estou responsável por duas BEs do 1º ciclo, se calhar os prazos serão outros...
O teu trabalho mostra que já tens uma noção muito clara dos instrumentos e das evidências... eu nem sequer sei bem por onde começar. Ainda bem que enviei o meu trabalho antes de ter visto o teu, senão a minha angústia seria a dobrar...
Um abraço,
Maria da Conceição Gonçalves




Síntese das Formadoras - Sessão 4

O Modelo de A. A. da BE - Problemática e conceitos implicados


São objectivos desta sessão:
· Entender as ligações do processo de auto-avaliação à escola.
· Perspectivar a gestão da informação e o processo de comunicação com a escola/ agrupamento.
· Perceber o papel e a necessidade de liderança por parte do professor coordenador.


Opção - Tarefa 1

Perspectivar a integração do processo de auto-avaliação no contexto da escola/ agrupamento implica que o professor bibliotecário divulgue o processo e envolva os diferentes actores:
Construa um Power Point para apresentar no Pedagógico/ Escola/ agrupamento que evidencie:
- O papel e mais valias da auto-avaliação da BE;
- O processo e o necessário envolvimento da escola/ agrupamento;
- A relação com o processo de planeamento;
- A integração dos resultados na auto-avaliação da escola.


PowerPoint


2ª parte da tarefa:
Comente o trabalho de um dos colegas.


COMENTÁRIOS

Comentário que fiz à tarefas dos colegas

Olá José,

Gostei muito da forma como fizeste a tua apresentação. Os esquemas estão muitos claros e esclarecedores, abordando os diferentes aspectos da Auto Avaliação da BE. Salientaste o papel da BE na escola, a importância sua auto-avaliação, os diferentes interveniente no processo e as várias fases do seu planeamento.

Penso que se utilizasse este PowerPoint nos órgãos Pedagógicos ou Departamentos da tua Escola conseguirias ser esclarecedor sobre o processo de Auto Avaliação e envolver a comunidade escolar.

O único ponto, que na minha opinião, deveria ter merecido um pouco mais de atenção é, a integração dos resultados na auto-avaliação da escola; uma vez que ao focarmos a inclusão da Auto Avaliação da BE na Escola estamos a chamar a atenção para a sua importância e para a responsabilidade de todos, tendo em conta que Auto Avaliação da Escola será alvo de uma Avaliação Externa (IGE) e daí consequentemente, a aferição da importância da BE nas aprendizagens dos alunos.

Continuação de bom trabalho, Celeste.

Olá Sandra,
Gostei muito do teu PowerPoint. Considero que conseguiste um trabalho completo e ao mesmo tempo apelativo e de fácil compreensão.
Bom fim-de-semana. Celeste.


Cometários efectuados à minha tarefa:

Olá, Maria Celeste
Depois de ter lido alguns trabalhos, decidi comentar o seu PowerPoint.
Achei que definiu o tema com clareza, mostrando com objectividade a importância da auto-avaliação da BE e a participação das diferentes estruturas e intervenientes envolvidos no processo dentro da comunidade educativa.
Gostei muito da definiçao do processo de planeamento, o impacto da auto-avaliação na própria escola e na comunidade escolar e a referência às condicionantes do impacto da BE no sucesso educativo.
Considero que o Conselho Pedagógico estará apto a corresponder de forma positiva às solicitações que este modelo de auto-avaliação implica.
Bom trabalho.
Maria Teresa Rodrigues
Olá, Celeste

Obrigado pela atenção que prestaste ao meu trabalho e pela análise que fizeste. Quanto ao reparo que teces à integração dos resultados na auto-avaliação da escola, talvez não tenha tido o golpe de asa que me permitisse mostrar que a Avaliação Externa (IGE) poderá avaliar o impacto da BE na Escola e nas aprendizagens dos alunos, mencionando-a no relatório final. O teu diapositivo número 16 consegue-o muito bem.

Fica mais uma vez provado que é bom partilhar as ideias e que a crítica construtiva permite-nos sempre corrigir para melhorar.

Um bom final de tarde
António José Roque Salgado

Olá Celeste.
Obrigada pela tua opinião.
Também gostei muito do teu trabalho, penso que está muito interessante e apropriado para apresentar no conselho pedagógico da "nossa" escola.
Até amanhã.
Sandra

Celeste,
Após ter lido e analisado alguns trabalhos enviados, concluí que, para além da grande qualidade, os pontos em comum eram evidentes. Optei pelo teu, por considerar que obedeceu às normas impostas, sendo incluídos os quatro aspectos fundamentais:

1- O papel e mais valias da auto-avaliação da BE

Nos primeiros slides, é bem visível esta vertente, sobretudo na definição dos objectivos da BE.
2- O processo e o necessário envolvimento da escola / agrupamento

Este processo surge aqui muito bem apresentado, sendo descrito de uma forma clara e sintética: em que consiste, para que serve e como se processa. Neste último ponto ficou evidenciada a necessidade do envolvimento de toda a comunidade educativa, com a presença do Professor Bibliotecário como catalisador e agente responsável do processo.

3- A relação com o processo de planeamento

É clarificada a necessidade de planeamento e são correctamente definidas todas as fases do processo.

4- A integração dos resultados na auto-avaliação da escola

Após a descrição do impacto da auto-avaliação da BE na própria BE e na Escola e dos constrangimentos a este impacto, o esquema sobre a integração dos resultados é apresentado de uma forma eficaz e abrange todos os pontos fundamentais.
Continuação de um bom trabalho!
Helena Rodrigues


Síntese das Formadoras - Sessão 3

O Modelo de Auto Avaliação. Problemáticas e conceitos implicados

(Biblioteca - Dali)

São objectivos desta sessão:
Perceber a estrutura e os conceitos implicados na construção do Modelo de Auto-Avaliação das Bibliotecas Escolares.
Entender os factores críticos de sucesso inerentes à sua aplicação.


Opcão -Tarefa 2:
Faça uma análise crítica ao Modelo de Auto-Avaliação das Bibliotecas Escolares, tendo em conta os seguintes aspectos:
- O Modelo enquanto instrumento pedagógico e de melhoria. Conceitos implicados.
- Pertinência da existência de um Modelo de Avaliação para as BEs.
- Organização estrutural e funcional. Adequação e constrangimentos.
- Integração/ Aplicação à realidade da escola.
- Competências do professor bibliotecário e estratégias implicadas na sua aplicação.

Análise Crítica

2ª parte da tarefa: Seleccione o contributo de um dos colegas e faça um comentário fundamentado à análise efectuada.


COMENTÁRIOS

Comentário que fiz às tarefas do colegas


Olá Helena,


Resolvi fazer um comentário a uma tarefa diferente da minha, e claro a tua foi a que me despertou mais curiosidade, uma vez que temos alguma experiência de trabalho comum, partilhámos preocupações e dificuldades.


Gostei muito da tua apresentação PowerPoint, está clara e acessível, tendo em conta que o público-alvo são professores que desconhecem o Modelo de Auto-Avaliação. Acho que esta apresentação fará sucesso em qualquer Escola. Todos os aspectos parecem-me bem conseguidos, na prática, talvez a tarefa de trabalho proposta aos professores, precise de ser melhor explicada.


Continuação de bom trabalho,


Celeste Ferreira




Olá Isabel,



Gostei muito da forma sintética como desenvolveu esta tarefa. Conseguiu fazer uma análise crítica ao Modelo de Auto-Avaliação das Bibliotecas Escolares, tendo em conta os vários itens a abordar. Os constrangimentos que inúmera são de facto comuns à maioria das Bibliotecas Escolares, nomeadamente a fraca formação da equipa e a dificuldade em articular com alguns departamentos. São práticas que levarão o seu tempo a serem interiorizadas.


Menos compreensível é a falta de comunicação com os órgãos de gestão, uma vez que estes têm a responsabilidade de implementar e monitorizar o processo, quer envolvendo a escola, quer acompanhando o trabalho dos professores bibliotecários.


No que concerne aos fundos documentais insuficientes, podemos tentar minorar o problema, socorrendo-nos do apoio das Bibliotecas Municipais, do concurso a Projectos e trabalhando em colaboração com os professores coordenadores dos Cursos Profissionais (CEFs), grupos Promotores da Saúde e outros, que geralmente recebem verbas consideráveis, podendo uma fatia ser aplicada na compra de livros e outros materiais não-livro (filmes, CDs) de apoio aos cursos, mas que ficam na BE e servem toda a Escola.

Continuação de bom trabalho,


Celeste Ferreira


Comentários efectuados à minha tarefa

Olá Celeste

Escolhi comentar o teu trabalho, pelo facto, de já teres, tal como eu, implementado o modelo no ano transacto. Muitos dos trabalhos fazem uma análise do modelo, mas porque talvez ainda não tiveram oportunidade de o aplicar, não puderam apresentar a sua experiência em relação ao mesmo. No teu trabalho observamos essas duas vertentes, fazes uma óptima análise do modelo e apresentas um pouco da tua experiência na aplicação do modelo.


Referes logo na introdução, um aspecto que, por acaso esqueci-me de referir, mas que é muito pertinente e que também já fiz no início do ano lectivo anterior, isto é, quando elaborei o plano anual de actividades da BE, usei como referencial o modelo de auto-avaliação, e preocupei-me em recolher o mais possível de evidências ao longo do ano, ainda que com algumas dificuldades. Também referes algumas dificuldades iniciais na interiorização do processo de avaliação, mas parece-me pelo teu discurso que não tiveste muitos problemas no preenchimento do modelo de auto-avaliação e que tiveste a colaboração de todos. Elaboraste o relatório sózinha ou tiveste ajuda da equipa da BE e o conselho pedagógico e o director, preocuparam-se em se inteirar do mesmo? No meu caso, como referi no meu trabalho, confesso que não foi fácil elaborar o relatório e que o fiz praticamente sózinha, que ainda há muito a fazer a nível da recolha de evidências e que os vários intervenientes ( Director, CP, Departamentos curriculares) ainda não têm plena consciência do alcance da implementação deste modelo de auto-avaliação.


No teu caso, tu referes que a tua escola está ciente da importância da auto-avaliação da BE, o que é óptimo, e que estão a avançar muito bem na aplicação do modelo. Isso significa que têm feito um bom trabalho. Parabéns.
Carmen Fernandes


Olá Carmen,


Obrigada pelas palavras tão elogiadoras. Eu sou uma pessoa bastante positiva e penso que todos os obstáculos são contornáveis. A verdade é que também tenho a sorte de estar numa escola em que tenho muito apoio, que partiu logo de inicio da parte da direcção. No que concerne à aplicação do Modelo, fi-lo sozinha, com o apoio da coordenadora interconcelhia. Não sei se a Escola está ciente da importância da Auto-avaliação da BE, o que realmente se passa é que há uma grande colaboração com as minhas propostas, e melhor que isso começam a ser os professor a propor actividades e a procurar a BE para levar as turmas. Os grupos de trabalho professor/ turma são às vezes, acima da nossa capacidade de dar resposta. Sou de facto uma sortuda. Tenho sempre a casa cheia.No entanto à medida que vou desenvolvendo o meu trabalho na BE, vou tomando consciência de que cada vez há mais por fazer.Um abraço,
Celeste.


Boa noite Celeste.


Li o teu trabalho e achei-o interessante, visto reflectir uma experiência e uma atitude muito positivas face ao papel do professor bibliotecário. Sem dúvida que o trabalho anterior foi compensador e isso constitui um alento, uma janela aberta, para mim que estou a entrar neste mundo, não da biblioteca ou das actividades lúdicas, que sempre me atraíram, mas na perspectiva da coordenação da biblioteca que, afinal, parece-me, ao ler o teu trabalho, não ser tão negra como a vejo actualmente. Concordo plenamente contigo quando te referes aos constrangimentos pois a verdade é que "(...) os bons resultados nos trabalhos que os alunos realizaram na BE, o aumento das suas competências de literacia e de informação, raramente são atribuídos ao trabalho da BE". Por outro lado, vê-se que estás já numa fase em que o apoio da Direcção é um facto, o que é excelente. Parabéns pela mensagem transmitida, já que desmistificou o "bicho papão" que me parece este Modelo (talvez devido ao facto da minha escola se encontrar em grandes mudanças).


Maria Manuela Torres Paredes


Síntese das Formadoras - Sessão 2

Desafios e Oportunidades

Objectivos:
• Definir e entender o conceito de biblioteca escolar no contexto da mudança.
• Perspectivar práticas adequadas a estes novos contextos.
• Entender o valor e o papel da avaliação na gestão da mudança.



Tarefas


1ª parte da tarefa
- Perspective a sua situação face à BE, identificando pontos fortes, fraquezas, oportunidades e ameaças e desafios principais que o professor bibliotecário e a biblioteca escolar enfrentam no contexto da mudança.

Tabela Matriz

2ª parte da tarefa
– Seleccione o contributo de um dos colegas e faça um comentário fundamentado à análise efectuada.



COMENTÁRIOS

Comentários que fiz às tarefas dos colegas:



Olá Margarida,
Nesta tarefa cumpre-me fazer um comentário à tua matriz da Tarefa 1. Seleccionei-te entre os vários colegas e trabalhos apresentados, por um lado, por seres de uma Área Educativa diferente da minha, e por outro, porque apresentas algumas interpretações da literatura divergentes das minhas. Faço ainda algumas achegas a aspectos que me parecem menos completos na tua grelha (muito sintéticos), mas que possivelmente já são uma realidade do teu trabalho. Por fim, concluo que trabalhamos com realidades em que os problemas são muito semelhantes.
Naquilo que diz respeito aos aspectos críticos que a literatura identifica, penso que devemos fazer uma leitura um pouco mais positiva. Assim, parece-me que a documentação disponibilizada identifica aspectos altamente construtivos que o professor bibliotecário deve possuir, como ser pró-activo, conhecedor das literacias, colaborador… Em relação aos demais itens em análise, eu também optei por fazer interpretações das leituras pelo lado mais edificante.
No que se refere ao estudo que fizeste sobre a tua Biblioteca Escolar, quer me parecer estás a deparar-te com alguns entraves ao desenvolvimento do trabalho, situação que todos nós, uns mais do que outros, temos encontrando ao longo deste processo da “construção” das “novas” Bibliotecas.
Concordo que o maior desafio do PB é estabelecer trabalho colaborativo com os agrupamentos e grupos disciplinares, mas penso que este trabalho também nos dá uma série de oportunidades que devemos valorizar.
Na organização e gestão da BE, a criação de uma equipa estável e dinâmica é um dos maiores “problemas” com que nos deparamos, infelizmente quase todos os anos. Contudo, neste domínio, não podemos deixar de investir esforços na área da actualização do fundo documental, mediante consulta e sugestões dos grupos disciplinares e currículo, na catalogação, na representatividade no CP, na presença de um funcionário permanentemente na BE e na abertura da BE a tempo inteiro.
Na gestão da colecção, a falta de verbas para apetrechamento da BE é e será sempre abaixo das necessidades, daí que a gestão das verbas deva ser feita de forma equilibrada entre os suporte livro e não livro, e aquilo que é mais procurado e necessário ao desenvolvimento das aprendizagens. A catalogação total do fundo documental e a requisição automatizada são também uma mais-valia ao trabalho do PB.
O trabalho colaborativo com os demais professores é uma tarefa difícil e praticamente inatingível a cem porcento, mas não devemos desistir. As sessões de formação para alunos, concertadas com os docentes, e mesmo as formações para professores vão gradualmente valorizando a importância da BE na construção dos conhecimentos dos alunos. Por outro lado, a criação do cargo de PB e o trabalho que se desenvolve no Conselho Pedagógico, fará com que gradualmente a BE seja inserida em todos os currículos. Devemos também apostar na colaboração dos Encarregados de Educação e dos parceiros Municipais, nomeadamente da Biblioteca Municipal, no desenvolvimento de actividades como, encontro com escritores, escrita criativa e outras acções direccionadas aos alunos e famílias.
Na formação para as leituras e literacias, existe um vasto conjunto de actividades que as desenvolvem, e quase sempre bem aceites pela comunidade educativa, porém, cada vez mais devemos investir no desenvolvimento das literacias digitais.
A auto-avaliação das BE é uma tarefa pertinente, embora bastante laboriosa, mas só assim vamos conhecer as nossas lacunas e implementar um plano de acção adequada à nossa escola.
Colega Margarida, após estas considerações, a síntese final, demonstra que as nossas Bibliotecas apresentam obstáculos comuns, como a visão tradicionalista da BE, dificuldades em articular com grupos disciplinares e poucos conhecimentos nas literacias digitais. Será através do pioneirismo e no investimento em acções/actividades conducentes a atacar as dificuldades diagnosticadas que conseguiremos transformar a BE “no espaço privilegiado no processo de ensino-aprendizagem”, que tanto pretendemos alcançar.



Celeste

Olá Helena,
Estive a ver a tua tabela e gostei muito, foste concisa e objectiva. Disseste tudo aquilo que eu acho pertinente em muito menos palavras do que eu. De facto, as tuas acções prioritárias conseguem abranger um leque enorme de tarefas que, no fundo devem ser os principais desafios do Professor Bibliotecário nestes tempos mais imediato.
Continuação de bom trabalho,
Celeste





Comentários efectuados à minha tarefa:



Olá Celeste
Fiquei muito contente por sermos colega nesta formação. Parabéns pelo trabalho que tens desenvolvido. Os Ecos são óptimos!
No âmbito da tarefa 1 da sessão resolvi comentar a tua matriz como forma de continuarmos um percurso já com alguns trilhos comuns.
Bom trabalho!
Boa Semana.


Carminda Lomba Texto
Boa noite, Celeste.
Na minha opinião, o teu trabalho é o resultado de uma reflexão lúcida e cuidada. Defines com clareza os pontos fortes e fracos e propões a implementação de acções exequíveis. É, de facto, fundamental fazermos um acompanhamento sistemático do trabalho desenvolvido em articulação com a BE, no sentido de monitorizarmos os reflexos nas aprendizagens dos alunos.
Bom trabalho e continuação de boas leituras.
Lucília